Carla Akotirene Aurila Quilombola Bruno de Castro Dediane Souza Juliana Jenipapo Caio Prado Wellyson Aguiar Carlos Borges Pâmela Carvalho Luizete Vicente Roberta Kaya Zelma Madeira Vera Rodrigues Sarah Menezes Rubens Rodrigues Raquel Kariri Larissa Carvalho Karina Dória Isaac Santos
30 E 31.MAI.26
CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE E CULTURA
INGRESSOS GRATUITOS
NORDESTE EM VOZ ALTA
3ª EDIÇÃO

SOBRE O PROJETO

Depois da edição de Brasília abrir caminhos para o debate e da edição do Rio de Janeiro ampliar vozes, o Nordeste chama.

O Comunicação Antirracista chega a Fortaleza para afirmar o Nordeste como território de pensamento, cultura, crítica e produção de sentido. Nesta 3ª edição, o evento reúne pesquisadores, comunicadores, lideranças sociais, artistas e representantes institucionais em uma programação dedicada à disputa de narrativas, ao enfrentamento dos apagamentos históricos e à construção de práticas comunicacionais comprometidas com justiça, presença e transformação.

O Comunicação Antirracista nasceu da urgência de transformar o debate público e as práticas de comunicação no Brasil, partindo do entendimento de que comunicar também é um ato de justiça, reparação e presença.

Desde sua primeira edição, realizada em Brasília, no Museu Nacional da República, o evento vem reunindo pensamento crítico, arte, formação e incidência pública em torno de temas como equidade racial, democracia, memória, representação e responsabilidade coletiva. A segunda edição, realizada no Rio de Janeiro, na Casa Museu Eva Klabin, deu continuidade a esse percurso ao destacar o protagonismo de mulheres negras e indígenas na construção de narrativas, políticas e futuros possíveis.

Em 2026, o Comunicação Antirracista chega a Fortaleza com o tema Nordeste em Voz Alta. A 3ª edição propõe um encontro entre comunicação, cultura, território e políticas públicas, afirmando o Nordeste como centro de produção de conhecimento, linguagem, crítica e imaginação política.

A programação parte do entendimento de que o racismo não se sustenta apenas por estruturas econômicas e institucionais, mas também pelas imagens que circulam, pelas histórias que são contadas, pelas vozes que são legitimadas e pelos territórios que são reconhecidos ou silenciados.

Ao reunir pesquisadores, comunicadores, lideranças sociais, artistas e representantes institucionais, o evento propõe refletir sobre apagamentos históricos, responsabilidade ética na comunicação, racismo recreativo, políticas públicas, presença negra e indígena, produção de conhecimento, jornalismo, literatura, diversidade institucional e oportunidades no Nordeste.

Realizada no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, esta edição reafirma o Comunicação Antirracista como uma plataforma de encontro entre pensamento, escuta pública, formação e circulação cultural. Mais do que uma programação pontual, o evento busca fortalecer práticas comunicacionais comprometidas com memória, justiça, cuidado e transformação social.

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LINHA DO TEMPO
BRASÍLIA

Consciência,
Resistência e
Ação

RIO DE JANEIRO

Vozes Femininas Negras
e Indígenas em Diálogo
Pela Transformação

CEARÁ

Nordeste em voz alta

PROGRAMAÇÃO

30.MAI - 14h

Momento
Panorama

Políticas Antirracistas no Ceará: do papel à vida real

Com Zelma Madeira, Isaac Santos e Sarah Menezes | Mediação: Pâmela Carvalho

Este momento apresenta um panorama direto das políticas antirracistas em curso no Nordeste e no Ceará, olhando para o que já existe, o que está em estruturação e o que ainda não chega à população. A conversa aborda como programas públicos se organizam, como são comunicados e como se articulam com educação, cultura e direitos. Também discute os principais desafios de continuidade, orçamento e monitoramento das políticas. O objetivo é qualificar o debate público com base em dados e experiências concretas, sem promoção institucional, conectando políticas públicas, sociedade civil e comunicação.
30.MAI - 15h

Conferência de Abertura

Racismo estrutural e interseccionalidade: caminhos para transformar a comunicação

Com Carla Akotirene | Mediação: Luizete Vicente

A conferência abre o evento discutindo como raça, gênero, classe e território estruturam o poder e produzem apagamentos históricos e contemporâneos. A partir da experiência de pesquisa e militância de Carla Akotirene, a conversa aborda como o racismo se reproduz dentro das instituições, nas relações sociais e até mesmo dentro das próprias comunidades quando falta letramento racial. A reflexão propõe caminhos para que comunicação, cultura e políticas públicas enfrentem o racismo de forma prática, reconhecendo as complexidades da sociedade brasileira e abrindo espaço para novos pactos de convivência e responsabilidade coletiva.
30.MAI - 17h

Painel 1

Memória que resiste: reconstruindo presenças no Nordeste

Com Raquel Kariri e Bruno de Castro | Mediação: Pâmela Carvalho

O painel discute como o apagamento histórico de negros, indígenas e quilombolas produziu narrativas incompletas sobre o Nordeste. A conversa aborda como escolas, meios de comunicação e políticas culturais podem ajudar a reconstruir memórias coletivas e ampliar repertórios sobre quem somos. Ao colocar diferentes experiências em diálogo, o encontro busca refletir sobre como recuperar histórias silenciadas e fortalecer presenças que sempre fizeram parte da formação social do país.
30.MAI - 18h30

Painel 2

Quem pode narrar o Nordeste? Conhecimento, mídia e disputa de legitimidade

Com Vera Rodrigues e Rubens Rodrigues | Mediação: Luizete Vicente

Como universidades, meios de comunicação e espaços públicos de fala ajudam a definir quem é reconhecido como voz legítima para interpretar o Nordeste? Ao reunir pesquisa e jornalismo, o encontro propõe refletir sobre como narrativas públicas podem repetir estereótipos, inclusive por meio do racismo recreativo, ou ampliar repertórios, deslocando o Nordeste do lugar de caricatura e afirmando a região como centro de pensamento, crítica e produção de sentido.
30.MAI - 20h

Pocket Show

Roberta Kaya


Artista cearense, cantora, compositora, instrumentista e produtora musical, Roberta Kaya encerra o primeiro dia de programação com uma apresentação que atravessa música afro-brasileira, experimentação sonora, presença negra e criação contemporânea. Sua participação amplia a dimensão artística do evento, afirmando a cultura como campo de memória, linguagem e transformação.
31.MAI - 14H

PAINEL 3

Território, palavra e defesa
da vida: comunicação contra
o apagamento

Com Juliana Jenipapo e Aurila Quilombola | Mediação: Pâmela Carvalho

Em diferentes territórios do Ceará, povos indígenas e comunidades quilombolas seguem enfrentando apagamentos históricos, disputa por direitos e obstáculos para que suas demandas sejam compreendidas pela sociedade e incorporadas pelas políticas públicas. Este painel discute como a comunicação pode atuar na proteção de direitos, na preservação da memória e no fortalecimento da incidência pública, articulando território, organização coletiva e defesa da vida. Ao reunir experiências indígenas e quilombolas, a conversa propõe refletir sobre quem narra esses territórios, como romper silenciamentos e de que maneira a palavra pública pode se tornar ferramenta de permanência, reconhecimento e futuro.
31.MAI - 15H15

PAINEL 4

Coletivo Caixa Preta: presença
negra, organização coletiva
e transformação institucional

Com Karina Dória | Mediação: Carlos Borges

A trajetória do Coletivo Caixa Preta revela como a organização de empregadas e empregados negros dentro da CAIXA tem sido fundamental para ampliar debates sobre representatividade, enfrentamento ao racismo e transformação institucional. A conversa percorre o surgimento do coletivo, sua presença no Nordeste e os caminhos construídos para afirmar pautas de equidade racial em uma estrutura historicamente marcada por desigualdades, silenciamentos e barreiras de ascensão. Com a participação de uma representante do coletivo de Salvador (BA), o encontro busca refletir sobre conquistas já alcançadas, desafios ainda persistentes e sobre como a ação coletiva pode fortalecer pertencimento, incidência política e novos horizontes de justiça dentro do ambiente corporativo.
31.MAI - 16h30

Painel 5

Vozes que contam o país: jornalismo, literatura e narrativas de dignidade

Com: Dediane Souza e Larissa Carvalho | Mediação: Luizete Vicente

Quem conta as histórias do Brasil? E de que forma essas histórias são contadas? Este painel reúne jornalistas e pesquisadoras para refletir sobre como narrativas produzidas a partir das experiências de pessoas negras e periféricas podem ampliar o debate público. A conversa discute ética, responsabilidade editorial e formas de construir narrativas que valorizem dignidade, memória e futuro, evitando reproduzir estigmas ou transformar sofrimento em espetáculo.
31.MAI - 18h

Painel 6

Diversidade na prática: investimento
e oportunidades
no Nordeste

Com representante CAIXA e representante do Banco do Nordeste | Mediação: Pâmela Carvalho

O painel reúne representantes de instituições públicas e da sociedade civil para discutir como políticas de diversidade, governança e investimento podem gerar oportunidades reais no Nordeste. A conversa aborda compromissos institucionais, programas de inclusão e estratégias para fortalecer ecossistemas locais de cultura, educação e economia. O objetivo é aproximar discurso e prática, apresentando caminhos para que equidade e desenvolvimento caminhem juntos.
31.MAI - 19h

Pocket Show

Caio Prado


Cantor e compositor carioca, Caio Prado encerra a 3ª edição do Comunicação Antirracista com uma apresentação marcada por música, presença e afirmação política. Sua trajetória artística conecta voz, performance e crítica social, ampliando o encerramento do evento como experiência sensível de encontro, escuta e celebração.

PARTICIPANTES

Carla Akotirene
Pesquisadora de antirracismo e feminismos negros, doutora em Estudos Feministas pela UFBA e consultora em políticas públicas. Autora de O que é interseccionalidade?, Ó Paí Prezada! e É fragrante fojado dôtor vossa excelência. Idealizadora da Opará Saberes, primeiro curso de extensão voltado à capacitação de candidaturas negras ao mestrado e doutorado em universidades públicas.
Carla Akotirene
Pesquisadora de antirracismo e feminismos negros, doutora em Estudos Feministas pela UFBA e consultora em políticas públicas. Autora de O que é interseccionalidade?, Ó Paí Prezada! e É fragrante fojado dôtor vossa excelência. Idealizadora da Opará Saberes, primeiro curso de extensão voltado à capacitação de candidaturas negras ao mestrado e doutorado em universidades públicas.
Aurila Quilombola
Professora, pesquisadora e liderança da Comunidade Quilombola de Nazaré, em Itapipoca. Atua na CONAQ e desenvolve trajetória ligada à educação, à organização comunitária e à defesa dos direitos territoriais das comunidades quilombolas no Ceará.
Bruno de Castro
Jornalista, escritor e pesquisador, doutorando em Comunicação pela UFC e mestre em Antropologia. Criador do Ceará Criolo, primeiro portal de jornalismo negro profissional do Ceará, venceu o 3º Prêmio Lélia Gonzalez por pesquisa sobre comunicação antirracista em mídias negras. Finalista do Jabuti em 2020, é autor de oito livros, agente de linguagem simples e vencedor de 19 prêmios em comunicação antirracista.
Dediane Souza
Travesti negra, sertaneja, pesquisadora e ativista de direitos humanos. Jornalista, mestra em Antropologia Social pela UFC/Unilab e doutoranda pela UFRN, pesquisa travestilidades, memória e envelhecimento. Diretora do GRAB, uma das organizações LGBTQIA+ mais antigas do Brasil, e autora de Dando o nome: narrativas de humanidades de travestis (Editora UFC, 2024). Assessora na Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.
Isaac Santos
Historiador, professor e pesquisador de História, Arte e relações étnico-raciais. Mestre em Ensino de História pela UFC e doutorando em Educação pela UECE. Autor de materiais didáticos e consultor do documentário 200 anos de Independência: Ainda há pendências? (Tv Globo). Orientador de equipes medalhistas na Olimpíada Nacional em História do Brasil. Atualmente, Coordenador Especial de Promoção da Igualdade Racial de Fortaleza.
Juliana Jenipapo
Cacika Irê do povo Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz, e Secretária de Estado dos Povos Indígenas do Ceará. Mestra em Antropologia pela UFC e cofundadora da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), articula educação, organização política e defesa dos direitos dos povos indígenas no Ceará e no Brasil.
Karina Dória
Economista, pós-graduada em Investimento, Finanças e Banking, planejadora financeira certificada pela Planejar e especialista em investimentos pela ANBIMA. Gestora na CAIXA há 21 anos, com atuação no atendimento a pessoas físicas, empresas e loterias. Integrante do Coletivo Caixa Preta, atua na promoção da representatividade e ascensão da população negra no ambiente institucional.
Larissa Carvalho
Jornalista formada pela Unifor, fundadora, diretora executiva e editora-chefe do Negrê, primeiro portal de mídia negra nordestina do país. Autora de Mutuê: relatos e vivências de racismo em Fortaleza (2021) e Relicário das coisas simples (2025). Finalista do Prêmio + Admirados Jornalistas Negros e indicada ao Troféu Mulher Imprensa. Soma experiências internacionais na África do Sul, Angola, Argentina e Estados Unidos.
Raquel Kariri
Caatingueira, pertence ao povo Kariri da Chapada do Araripe. Jornalista, ativista climática e doutoranda em Comunicação pela UFC, investiga as relações entre humanos e não humanos na Caatinga. Idealizadora da Escola de Ancestralidades Kariri e conselheira da ABRINJOR. Em 2024, recebeu o Prêmio Ancestralidades da Fundação Tide Setúbal por sua pesquisa em andamento.
Rubens Rodrigues
Jornalista, editor e colunista do O POVO. MBA em Jornalismo Digital e pós-graduando em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global pela PUCRS. Eleito entre os Top 50 +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira (2024), atua no debate público sobre raça, diversidade e representação.
Sarah Menezes
Mãe, mulher negra e de Candomblé, nascida no Vale do Jaguaribe e moradora da periferia de Fortaleza. Educadora popular e coordenadora do INEGRA, pós-graduada em Gestão Pública e pesquisadora do grupo Interseccionalidade, Saúde Mental e Tecnologias do Cuidado (CNPq). Com mais de dez anos no movimento de mulheres negras, sua atuação articula terapias integrativas, doulagem e enfrentamento ao racismo e ao sexismo.
Vera Rodrigues
Antropóloga, doutora em Antropologia Social pela USP e professora do Programa Associado de Pós-Graduação em Antropologia UFC/Unilab. Diretora da Associação Brasileira de Antropologia (2025–2026). Coordenadora do projeto Mulheres Negras Resistem (2018–2024) e autora no Dicionário das Relações Étnico-Raciais Contemporâneas (Ed. Perspectiva, 2023).
Zelma Madeira
Assistente social, professora e doutora em Sociologia pela UFC, com pesquisa em pensamento social, religião e relações étnico-raciais. Leciona na graduação e no mestrado da UECE, onde coordena o NUAFRO e lidera grupo de pesquisa em relações étnico-raciais pelo CNPq. Secretária da Igualdade Racial do Ceará, venceu o Prêmio Innovare 2020 pela Campanha Ceará Sem Racismo e recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela UERN (2022).
Roberta Kaya
Cantora, compositora, instrumentista e produtora musical, cria da Sapiranga, em Fortaleza. Sua pesquisa atravessa experimentação sonora com objetos e estruturas que fogem da formatação ocidental, transitando entre visualidades, lutheria, marcenaria e eletrônica. Em sua trajetória, reivindica espaços de criação e presença para corpos negros na construção de novos mundos possíveis.
Caio Prado
Cantor e compositor carioca com mais de dez anos de trajetória marcada pela fusão entre música, poesia e posicionamento político. Lançou os álbuns Variável Eloquente (2014), Incendeia (2018) e Caio em Ti (2024), este último pela Deck, com turnê pela Europa. Integra o trio queer Não Recomendados e participou do Rock in Rio 2022 com o espetáculo Elza Tributo. A faixa Baobá integrou a trilha sonora do game FIFA 22.
Luizete Vicente
Jornalista e doutora em Comunicação pela UFC, com pesquisas em raça, gênero, juventudes, mídias digitais e políticas públicas. Integrante do MNU-CE e do grupo de lideranças da Kellogg Fellows Leadership Alliance Brasil. Autora do livro Ayo: a menina que criou o mundo, roteirista e diretora do filme Os Cabelos de Yami e idealizadora do jogo de cartas Siará: histórias de luta.
Pâmela Carvalho
Educadora, historiadora, gestora cultural e pesquisadora ativista das relações raciais, de gênero e dos direitos das populações de favelas. Mestre em Educação pela UFRJ, coordena o eixo Arte, Cultura, Memórias e Identidades na Redes da Maré e atua em espaços de incidência nacional.
Carlos Borges
Economista pela Universidade Federal do Maranhão, com trajetória em gestão, previdência, seguros e governança corporativa. Foi presidente da FENAE, vice-presidente de Transferência de Benefícios e de Atendimento e Distribuição da CAIXA, e membro de conselhos de administração de 11 grandes empresas. Atualmente, é sócio-diretor da Borges & Nogueira Corretora de Seguros e Consultoria.
PRESERVE, RECICLE, REUTILIZE.
ANTIRRACISMO É PRÁTICA DIÁRIA: RESPEITO, REPARAÇÃO E AÇÃO.
CLASSIFICAÇÃO LIVRE